quinta-feira, 30 de abril de 2009

Daqui para algures


E se um dia voltares, desse teu mundo a milhas de distância...

E se um dia me quiseres reencontrar... Estarei já perdida no tempo, nas páginas que saltaste sem desfolhar...

Porque quando regressares ao sítio onde me deixaste não me encontrarás mais. Não a pessoa que amaste. Não aquela que te amou.
Mas uma outra. Diferente. Crescida no seu coração. Esquecida das tuas mágoas. Adormecida pelo veneno da diáspora da tua ausência.

Se e quando voltares, não mais serei eu que encontrarás... Um outro eu. Um novo eu. Estilhaçado, restaurado, viajado, caído e levantado. Um eu com milhas de sentimentos percorridos no fio da espada do tempo... Esse tempo que cura... Esse tempo que afasta e que... Inevitavelmente... Nos afastará.

Rezo que voltes antes que eu parta, antes que tu próprio deixes de ser quem amo, quem quero, quem seduzi.

Perdido no tempo e no espaço um sentimento que nos escorre entre os dedos...

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